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  • Foto do escritorClarissa Motta

Clássica Viena

Museus, arte e arquitetura. Fui de Budapest à Viena com a companhia de trem MÁV-START. Como estava na baixa estação, decidi não reservar online e ir direto na estação Keleti pályaudvar para comprar meu ticket de ida e volta. A viagem é tranquila e dura cerca de 2 horas e 30 minutos. Assim que cheguei em Viena, saí da estação e comprei o cartão diário de transporte que dá direito a usar todos os meios de transporte da cidade – ônibus, trens, trams ou metro.

Usei o Google Maps para me deslocar para os pontos turísticos e as informações são bem apuradas e claras.

Cheguei na estação de metrô Quartier Belvedere, atravessei os sinais e já visualizei a minha primeira parada obrigatória: o Palácio Belvedere para ver as obras de Gustav Klimt. Dentro do museu está o Marmorsaal, a sala de mármore bem decorada e com uma bela vista para o jardim do Palácio Belvedere. O espaço é famoso por ter sido o local da assinatura do Tratado do Estado da Áustria. Aproveitei a lojinha do museu para comprar alguns presentes com um toque extra da beleza das obras de Klimt.


De lá, parti de trem elétrico (Schloss Belvedere – estação D) até o Burggarten, onde está a estátua de Mozart. Repare na grama em formato de clave de sol, achei lindo! Wolfgang Amadeus Mozart, nascido em 1756 na cidade de Salsburgo, foi um dos grandes gênios da música clássica.


Atravessei o parque até à Ópera de Viena. Por sorte, encontrei a Good Tours, uma empresa que oferece Free Walking Tour pela cidade. O ponto de encontro era em frente ao Albertina, o museu que conta com trabalhos de artistas impressionistas como Monet.

O tour durou cerca de 2 horas e 30 minutos, incluindo uma pausa para café.

O roteiro começou na Ópera de Viena; seguiu a avenida até o Museu de História da Arte, cujo prédio fica logo em frente ao Museu de História Natural; seguiu pela Helderplatz (Praça dos Heróis), onde fica a estátua do Príncipe Eugênio de Savoia; passou pelo Palácio Imperial Hofburg, um complexo formado pela Biblioteca Nacional da Áustria, Escola Espanhola de Equitação, Museu Sissi e Apartamentos Imperiais. Pude conhecer a história da Princesa Maria Leopoldina ou Sissi através da guia. Ela nos contou que Isabel era uma mulher a frente do seu tempo, fazia inúmeras viagens sozinhas, tinha um gosto pela moda, dietas e exercícios físicos que não eram comuns para a época. Por conta disso, há um museu exclusivo para a princesa e muitos souvenirs em cada canto da cidade.


O roteiro continuou pela Imperial Crypt; Café Frauenhuber, a cafeteria mais antiga de Viena que mantém decoração, mobiliário e atendimento à moda antiga; a casa que Mozart morreu e logo em frente, a ruazinha de bares tradicionais que vendem o famoso vinho branco produzido localmente.


Dentre os vários lugares que serviram de residência de Mozart em Viena, a Mozarthaus foi onde ele passou mais tempo morando. Foi alí que o músico viveu o seu período mais produtivo em composições.

A guia contou que Mozart não conseguia morar em nenhuma residência fixa por conta das constantes reclamações dos vizinhos em relação ao barulho.

Segui para a Catedral de São Estevão, construída em estilo gótico, com 137 metros de altura e um lindo telhado formado por mais de 250.000 azulejos. A entrada na igreja é gratuita e vale a visita, nem que seja para agrecer por se conhecer uma cidade tão linda!


A última parada foi no Anker Clock, esse fascinante relógio Art Nouveau localizado na Hohen Markt Street. 

O pintor e escultor Franz Matsch projetou o relógio que conta com um conjunto de 12 figuras que giram lentamente ao redor da exibição dos minutos.

A guia se despediu deixando as minhas 24 horas de imersão em Viena carregadas de muitas histórias. Como eu ainda tinha umas horinhas, decidi conhecer a Hundertwasserhaus, um conjunto residencial construído por Friedensreich Hundertwasser, um artista austríaco que guarda muitas semelhanças com o espanhol Gaudí.

Hundertwasserhaus é um complexo residencial com um aspecto muito original construído entre 1983 e 1986. A construção parece um colorido quebra-cabeça.

Ao lado dos edifícios, há também um simpático shopping feito no mesmo estilo, o Hundertwasser Village. Me encantei por tudo ali!



Inspire-se com a minha ida:

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