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  • Foto do escritorClarissa Motta

Campo de Concentração de Dachau

Never again. Eu sabia que não seria um passeio turístico e sim um passeio de conhecimento necessário sobre a história da humanidade. Eu não consegui fotografar tudo que vi e não consegui chegar nem perto do local onde os presos eram cremados ou da câmara de gás. Uma experiência que ficou marcada na memória, me tirou o ar e me fez chorar. Como chegar? Campo de Concentração de Dachau fica a 20 km de distância de Munique. Para ir até lá eu peguei um trem regional (s-bahn) em direção a Petershausen e desci na estação Dachau Bahnhof (Dachau Bf). Chegando na cidade basta sair da estação e encontrar, logo em frente, o ponto de ônibus, onde é possível pegar o 726 até o ponto KZ-Gedenkstatte.

Comprei o Day Ticket entire network (Gruppen Tageskarte Gesamtnetz) que cobre desde a estação de Munique até a estação de Dachau, o ônibus que leva até o Campo de Concentração e a ida ao aeroporto por um preço promocional.

Chegando na entrada do Campo de Concentração, você encontra uma lojinha/cafeteria e a central de informações onde é possível alugar um audio guide. A mulher na recepção me informou que as placas espalhadas pelo campo traziam as mesmas informações do áudio, preferi não pagar e pegar apenas o mapa do local.


Mais pra frente, em uma caminhada de mais ou menos 5 minutos, está a entrada principal do Campo de Concentração, aquele com o escrito: “Arbeit Macht Frei” (O trabalho liberta). O campo foi criado em 1933 e serviu de modelo para os muitos outros campos de concentração. A capacidade do local poderia suportar em torno de 6 mil presos, mas ao longo do tempo atingiu a marca de 32 mil pessoas. Apenas em 1945, a 42ª Divisão de Infantaria do Exército dos Estados Unidos foi encarregada de libertar o campo de concentração.

Comecei a visita pela área externa onde é possível ver o monumento que retrata bem o sofrimento dos presos e foi inaugurado em 1968, produzido pelo artista iugoslavo Nandor Glid (um dos sobreviventes de Dachau). Além da parede de mármore contendo a frase NEVER AGAIN.

Entrei nos dois bunkers que foram reconstruídos para demonstrar como eram os mais de 30 galpões para hospedagem dos presos menos favorecidos. O lugar ainda retrata onde eles dormiam, comiam e usavam banheiros e lavabos (achei as condições tristes demais para que eu pudesse retratar em fotografias). Rodeando todo o local estão as cercas, demarcadas com as áreas proibidas de serem ultrapassadas. Caso algum preso desobedecesse, poderia ser morto por um soldado. Nas placas eles informam que muitos presos iam até as cercas para dar fim ao sofrimento que era estar ali.


Fui chegando na área onde ficam os monumentos religiosos e comecei e me sentir mal, já que logo ao lado ficam os crematórios e mais. Tinha entendido que ali era o meu limite e eu já não conseguia nem andar direito.

Para quem quer mergulhar mais afundo na história há um documentário chamado “The Dachau Concentration Camp” que dura 22 minutos e dá uma visão geral sobre o campo de concentração. Ele passa diversas vezes por dia nesse cronograma aqui. O memorial fica aberto diariamente, das 09h às 17h (exceto dia 24.12), sua entrada é gratuita e o museu abre no mesmo horário, de terça a sexta.





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