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  • Foto do escritorClarissa Motta

Natal em Praga

Finalmente eu conheci essa cidade tão querida! Fiquei hospedada em Praga 5, um pouco fora do centro histórico, mas eu adorei o ambiente e por incrível que pareça, todos os restaurantes por ali eram mais em conta do que no centro. Como no inverno o dia escurece cedo, o passeio começou atravessando a ponte Palackého most e parando na Casa Dançante (Tančící dům), obra do arquiteto canadense Frank Gehry que lembra vagamente um par de dançarinos. 

Eu já tinha visitado os prédios inclinados do arquiteto lá em Dusseldorf e virei fã!

Seguindo a beira do rio Moldava e entrando na rua Národní se chega na Cidade Nova, onde está situado o Monumento da Cabeça de Kafka, uma estátua criada por David Černý feita em 42 placas de aço inoxidável e que está em movimento contínuo – assim como a mente de Kafka. Como fui no Natal, também tinham barracas de Natal em frente ao monumento.


Estava andando pelas ruas da cidade velha e deparei com a Absintherie. Solução? Pedir o tradicional e sentir todo o sabor e potência da bebida servida no modelo “Boêmio”: um cubo de açúcar é colocado em uma colher, que é então mergulhada no copo com absinto. Experiência válida!



Além de andar pelas ruas, visitar a feira de natal da praça principal, eu também subi no Hotel U Prince para ver a vista do terraço. Vale ressaltar que o terraço é o restaurante do hotel e assim que você chega os garçons deixam claro que para ficar no terraço precisa consumir algo, nem que seja um drink.


A primeira parada do dia seguinte foi na estátua do Sigmund Freud – “O homem pendurado“. Dizem que a estátua representa a loucura que todo psicanalista precisa enfrentar no dia a dia.


Segui para a torre Staroměstská mostecká věž com estilo gótico. O local estava simplesmente entupido de turistas, então resolvi conhecer Josefov, o Bairro Judeu de Praga. As principais atrações do bairro judeu são o cemitério e as seis sinagogas. 



Às 2pm, eu estava na Praça da Cidade Velha (Staroměstské náměstí), onde está o Relógio Astronômico. A cada hora o relógio toca uma musiquinha e mostra uns bonequinhos que representam os santos católicos. Um monte de turista se reúne de hora em hora para ver esse acontecimento. Acho que a beleza real do relógio são os símbolos do zodíaco em tom dourado.



Fechei a noite conhecendo o Museu do Sexo, especializado em aparelhos mecânicos eróticos destinados a prática sexual. Eu achei o acervo e conteúdo bem fracos, não recomendo!


No terceiro dia fui passear na área Malá Strana, um dos bairros mais antigos e bonitos da cidade. Ele já fez parte da Rota Real, por onde passavam os reis rumo à coroação e que começava na Cidade Antiga, atravessava a Ponte Carlos e chegava à Catedral de São Vito. As ruas de paralelepípedos são repletas de casas medievais e feirinhas de natal. É nessa área que esta situada mais uma escultura do David Černý, o Crawling Babies, onde bebês engatinham com códigos de barras no lugar de rostos.


No mesmo bairro está o Lennon Wall, com os grafites em homenagem ao cantor e também aos Beatles, que no passado foi uma fonte de irritação para o comunismo, mas hoje é símbolo de ideias globais representando paz e energia.





A viagem fechou com chave de ouro na Stredoveka Krcma (Medieval Tavern), local que mereceu um post exclusivo no blog!


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