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  • Foto do escritorClarissa Motta

Viajar para Lisboa

Me senti em casa novamente. Ao sair do aeroporto de Lisboa, basta virar a direita e você já está na estação de metrô. Comprei o bilhete que permite andar de carris e metro de forma ilimitada por 24 horas - muito útil, já que conheci os pontos turísticos com a ajuda do metrô.


A primeira parada foi na Estação Oriente (um ponto turístico por si só) e sua arquitetura com grandes estruturas de ferro, aço e vidro. A mesma foi projetada pelo arquiteto e engenheiro espanhol Santiago Calatrava, que possui diversos projetos importantes pelo mundo, incluindo a Puente de La Mujer, em Buenos Aires, Ponte Samuel Beckett, em Dublin e o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.


Em frente à estação está o Shopping Vasco da Gama, basta atravessá-lo para chegar ao Parque das Nações. Para quem gosta de bons preços, vale dar uma volta pelas lojas e entrar no elevador que conta com uma ilusão de ótica bem criativa. O Parque das Nações possui uma estrutura bem completa e é considerado a área mais moderna da capital portuguesa. Saindo do shopping, caminhei por um calçadão arborizado e passei por um deck de madeira junto ao Rio Tejo até o Oceanário.

Caso prefira, você pode optar por pegar a Telecabine Lisboa, um teleférico que percorre um trecho da orla do Parque das Nações proporcionando uma excelente vista panorâmica da região.

O Oceanário de Lisboa é dedicado especialmente à vida marinha e apresenta elementos da fauna e flora de regiões dos oceanos Atlântico, Pacífico, Índico e Antártico. São mais de 30 aquários com 7 milhões de litros de água salgada e centenas de espécies aquáticas, incluindo tubarões, arraias, águas-vivas, cavalos-marinhos, pinguins etc. Informações sobre horários e ingressos podem ser vistas nesta página. O passeio é imperdível, tanto para adultos como crianças!

De lá, parti para a Estação Cais do Sodré, segui direto a Rua do Arsenal até a Praça do Comércio, cartão-postal da cidade. Em frente, está o Arco Triunfal da Rua Augusta, que é a entrada para as ruas retas e planejadas por Pombal.Segui a Rua Augusta e virei a terceira a direita, na Rua da Conceição, até a Sé Catedral.

A saga a pé continuou pela Rua Linoeiro, até o Largo das Portas do Sol, com vista panorâmica para a cidade (o mirante Santa Luzia estava em obra). O local é um fervor: música, barraquinhas preparando drinks, gente dançando, tomando sol, se refrescando.

Muito perto do portal, está mais uma ladeira que dá acesso ao Castelo São Jorge. Como eu tenho visitado muitos castelos pela Irlanda, preferi não entrar para conhecer o mesmo e com o mapa na mão, fui descendo algumas ruas, encontrando lindos restaurantes no caminho, até o Panteão, monumento em homenagem aos cidadãos portugueses de prestígio.

Ao lado do Panteão está a Estação Santa Apolónia, onde segui em direção a Estação do Rossio. Em frente a saída da estação está a Praça da Figueira. Seguindo pela Rua Aurea, chega-se até o famoso Elevador de Santa Justa (para quem mora em Salvador, qualquer semelhança com o Elevador Lacerda é mera coincidência rs).

Do elevador, segui até o Largo de Camões para comer o melhor pastel de nata da cidade, indicação de português nativo. Sabe aquele lugar tem-que-visitar? É a Manteigaria. Você chega no local, paga 1 euro e come o pastel de nata em pé mesmo.

A última parada do dia foi na Estação Marquês de Pombal, onde está localizado o centro econômico de Lisboa. Logo em frente à estação está o Parque Eduardo VII. Como estava tendo uma feira de livros, aproveite para tomar um sorvete e rodar pelos stands.

O dia seguinte foi dedicado ao bairro Belém. Para chegar lá, a melhor opção é pegar o trem e parar na Estação Belém. Ao sair da estação, basta atravessar a passarela e seguir a Av. Brasília, passando pela Marina, até chegar ao Padrão dos Descobrimentos, um monumento em homenagem a todos os navegadores portugueses que partiram para travessias marítimas ao redor do mundo. Não deixe de admirar a rosa-dos-ventos gigante (50 metros de diâmetro) que foi desenhada no chão da praça, logo atrás do monumento.

Durante todo o passeio é possível avistar a Ponte 25 de Abril (que parece a Golden Gate, em São Francisco) e o Cristo-Rei (que parece o Cristo, no Rio de Janeiro).

Ainda seguindo a Av. Brasília, em cerca de 01km, chega-se a Torre de Belém, mais um cartão-postal de Lisboa. Ela foi construída em 1515 e sua função principal era vigiar o estuário do rio Tejo e proteger o Porto de Lisboa. Hoje ela é considerada Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Em frente a torre tem uma passarela que te leva para o Museu de Arte Moderna e Contemporânea e a minha terceira atração, o Mosteiro dos Jerônimos. A arquitetura do local impressiona, mas a fila para entrar me deixou desmotivada a conhecer melhor o local. Logo ao lado ao mosteiro, estão o Museu da Marinha e o Planetário. Por fim, fui provar o pastel de nata na lanchonete Pastéis de Belém, mas confesso que os da Manteigaria são melhores.

No terceiro dia resolvi aproveitar o dia com vista para a Ponte 25 de Abril, em um local chamado Zebra Bar, localizado em cima da Estação do Cais do Sodré e dentro do Hostel Sunset Destination. Para quem não está hospedado, é necessário pagar uma taxa de 5 euros para entrar. Lá dentro se encontra cerveja gelada no valor de 2 euros, piscina e um ambiente descontraído.

Para fechar a viagem com chave de ouro, fui até o Mercado da Ribeira, que fica logo em frente à estação Cais do Sodré, comer um polvo à lagareiro no restaurante Marlene Veira e de sobremesa, pastel de nata da Manteigaria. O local é um espaço gastronômico, com restaurantes de chefs famosos e outras comidinhas boas a preços justos.





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